A FDF promove uma aliança estratégica para melhorar o monitoramento de pragas por meio do uso de atrativos específicos para fêmeas

FDF- ANASAC
Com o objetivo de elevar os padrões de precisão no controle de pragas quarentenárias, a Fundação para o Desenvolvimento Frutícola (FDF) está liderando uma colaboração técnica com a Pherobio Technology Co., Ltd. e a Anasac para o desenvolvimento de novas ferramentas de pesquisa. O foco principal está na otimização do monitoramento da Lobesia botrana (traça-da-uva), assim como também a *Drosophila suzukii*, duas pragas de grande importância para o setor frutícola chileno.
Neste contexto, durante a semana passada executivos e investigadores da FDF receberam em suas sedes em Quilicura Mo Cui, representante da Pherobio Technology Co., Ltd.; Eduardo Pinto, diretor técnico do cluster de inseticidas da Anasac Chile; Matt Holmes, pesquisador da Anasac EUA e Berioska Madariaga, Gerente de Produto de feromônios na Anasac Chile., que, além de conhecerem as diferentes dependências onde diversos projetos de pragas como Lobesia botrana e Drosophila suzukii são desenvolvidos, tiveram um encontro para coordenar futuras ações.
Os visitantes foram recebidos por Francisco Letelier, presidente da FDF; Francisco Albornoz, gerente de Administração e Finanças da FDF; além dos profissionais David Castro, chefe da Área de Entomologia Quarentenária da FDF e Susana Izquierdo, engenheira agrônoma e pesquisadora da mesma área.

A respeito, Francisco Letelier, presidente da FDF indicou: “Com este tipo de projetos a FDF reafirma seu compromisso com a vanguarda tecnológica, motivando a criação de produtos que não só tenham um impacto comercial, mas que entreguem soluções técnicas aplicadas definitivas para a proteção fitossanitária da fruticultura chilena”.

Em que consiste o projeto

A iniciativa busca ir além da atual técnica de confusão sexual, explorando o uso de cairomônios, atrativos alimentares, que emanam sinais químicos que atraem o indivíduo do sexo feminino de uma espécie (no caso deste projeto, a Lobesia botrana), quando procura alimento ou plantas hospedeiras para a deposição de ovos (oviposição). Tudo isso, a fim de validar com precisão científica a eficácia dos programas de controle desta praga em nível de pomares.
Para o chefe da Área de Entomologia Quarentenária da FDF, David Castro, a chave deste trabalho colaborativo reside em obter dados que hoje são difíceis de visualizar em campo.
«Quando a confusão sexual é implementada, armadilhas tradicionais de machos ‘desligam’, o que nos deixa sem uma métrica clara do que está acontecendo com as fêmeas e sua capacidade de cópula», detalha Castro, acrescentando que, “Se conseguirmos capturar fêmeas, através de atrativos específicos, poderemos determinar se elas foram copuladas ou não. Uma fêmea não copulada é sinal de que a confusão sexual está funcionando perfeitamente; caso contrário, sabemos que algo está falhando».
Por isso, o desenvolvimento deste “feromônio para fêmeas de Lobesia botrana” conta com o apoio de consultores especializados dos Estados Unidos e a capacidade química da Pherobio (empresa chinesa com mais de 20 anos dedicada ao desenvolvimento de produtos e serviços de controle biológico de pragas), a qual é representada no Chile e Argentina pela Fundação para o Desenvolvimento Frutícola (FDF), além da Anasac, responsável pela distribuição.
De acordo com Castro, trata-se de uma «união estratégica», pois, “as empresas aportam a capacidade de síntese de semioquímicos, enquanto a FDF aporta o conhecimento biológico e os insetos para realizar os testes locais de eficácia”.

Avanços em Drosophila suzukii

O projeto também prevê soluções para a Drosophila suzukii, praga que atualmente apresenta dificuldades em seu monitoramento devido à baixa especificidade das armadilhas existentes.
«O problema com a Drosophila é que os atrativos atuais capturam muitas espécies distintas, o que atrasa o diagnóstico. Precisamos de um atrativo específico que nos permita identificar a presença da praga de forma rápida e eficiente, sem as distrações de outras espécies», pontuou o especialista da FDF.
Pelo mesmo motivo, o trabalho com Pherobio e Anasac consiste no desenvolvimento específico de atrativos para esta praga, onde a validação será feita pela FDF.
Redação Notícias Frutas do Chile

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